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  • Dr. Tiago Araújo

10 alimentos contra o Alzheimer: dieta MIND

Você já ouviu falar da dieta MIND?



Dieta MIND e a prevenção de Azlheimer - neurologista em Curitiba
Dieta MIND


O nome MIND vem de - Mediterranean Intervention for Neurodegenerative Delay -. ( intervenção mediterrânea para diminuir o avanço neurodegenerativo).


Esse tipo de dieta foi baseada em vários estudos sobre a influência da alimentação em doenças como hipertensão, doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC). Dietas famosas como a DASH e a dieta do mediterrâneo foram revisadas para abordagem de prevenção contra Alzheimer e doenças neurodegenerativas; aí surgiu a dieta MIND.

Um grande estudo chegou a mostrar taxas de 53% de redução do risco de Azlheimer com o uso desta dieta; numero muito significante mas que exige cuidado na sua interpretação uma vez que sabemos que além da alimentação vários outros fatores incidem sobre a doença de Alzheimer, inclusive fatores genéticos.

Outro fato legal que o estudo mostrou e que todos nós podemos nos beneficiar: essa dieta pode, também, diminuir o declínio cognitivo natural do envelhecimento e ajudar a melhorar concentração e memória no nosso dia-a-dia (olha a dica para estudantes, vestibulandos e concurseiros)


A dieta MIND possui 15 grupos de nutrientes: 10 grupos alimentares saudáveis para o cérebro e 5 grupos indesejados.


Para se beneficiar da dieta precisamos ingerir ao menos 3 porções diárias de cereais integrais, uma porção de vegetais de folhas verdes e um outro vegetal colorido, associados, todos os dias; consumir vinho (uma taça diariamente), ingerir castanhas, amêndoas e nozes, consumir feijão (ervilha e grão de bico também contam) pelo menos 3 vezes por semana; dar preferência por carne de aves e peixes (comer peixe pelo menos uma vez na semana); frutas vermelhas devem ser ingeridas pelo menos 2 vezes por semana; azeite de oliva deve ser usado com bastante frequência em quantidades moderadas (temperar salada e carnes).


Os alimentos indesejados da dieta são: carne vermelha, queijo, pães, doces e manteiga/margarina. Devemos limitar sua ingesta ao máximo. Não é necessário abandonar 100% mas é importante mudar os nossos hábitos e diminuir o quanto pudermos desses alimentos em nossa rotina, sendo o ideal ingerir tais substâncias apenas uma vez por semana. Fast food e frituras, principalmente, devem ser evitadas ao máximo e de preferencia extintos do nosso cardápio.


Os vegetais de folhas verdes são ricos em vários nutrientes; fibras, vitaminas; alface, rúcula e acelga são exemplos para usarmos no dia-a-dia. Couve-flor, o brócolis e a couve manteiga são ricos em fibras, minerais e vitaminas E, K e C. As oleaginosas - castanhas, nozes, avelãs - são ricas em gorduras insaturadas (a gordura boa) , aliadas do coração, e ainda têm ação antioxidante.


Os cereais integrais são ricos em fibras, o que contribui para o melhora da função digestiva e proporciona saciedade, ajudando assim no controle do peso. Peixe e as aves contam com menor quantidade de gorduras saturadas e são uma ótima fonte de proteínas, sendo uma opção mais saudável que a carne vermelha.


O vinho é, também, uma ótima opção para a saúde (quando consumido sem exageros); no vinho temos o Resveratrol, uma substância com alto poder antioxidante. Importante lembrar que temos que ter cuidado com excessos pois é comprovado que o consumo maior do que 15 gramas por dia de álcool (1 taça de vinho) aumenta a taxa de mortalidade global.


As frutas vermelhas são também muito importantes na dieta MIND: elas são ricas em antioxidantes como as antocianinas e ácido elágico. Come-las no lugar dos famosos lanches da tarde é uma ótima ideia.


De modo geral a dieta MIND tem vários benefícios: diminuição do envelhecimento cerebral, melhor controle de açúcar (prevenindo diabetes), diminuição do colesterol e triglicerídeos, controle da pressão arterial, melhor funcionamento do intestino, controle do peso, ação antioxidante (diminuindo o risco de alguns tipos de câncer).


Claro que ninguém consegue mudar de um dia para o outro sua dieta. Porém se tentarmos aos poucos mudar nosso hábito alimentar com o tempo vamos nos condicionando e mudando até mesmo nosso paladar. Os benefícios estão aí, fica a dica!

Dr. Tiago F. Souza de Araújo, Neurologista

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